PROJETO CO-LABORAR


CO-LABORAR é inventar, “fazer com” os outros. [1]
No contexto das tendências contemporâneas de mediação cultural e de desenho de novas experiências, as PROPOSTAS CO-LABORAR [Portugal entre Patrimónios] combinam várias disciplinas, sociedade, território e competências sociais em ENTREVISTAS, PROJETOS EXPOSITIVOS e
WORLD CAFÉS.

Propostas CO-LABORAR:

ENTREVISTAS – COMUNICAR PROFISSÕES e PROFISSIONAIS

PROJETOS EXPOSITIVOS

WORLD CAFÉS [Portugal entre Patrimónios]
ciclos de discussão centrados numa pergunta


CO-LABORAR | ENTREVISTAS
COMUNICAR PROFISSÕES e PROFISSIONAIS


CONCEITO

“Co-laborar” é inventar, “fazer com” os outros. No “fazer com” não há distâncias ou isenção, mas sobretudo a mobilização das dimensões afetiva, cognitiva, háptica (tátil) e criativa, num encontro que pressupõe reconhecimento e valorização mútua.[1]

O conceito da prática de entrevistas deriva do projeto “interview project” do curador Hans Ulrich Obrist, que para entender as artes visuais precisava de “saber o que se passava noutros campos do conhecimento”; as entrevistas faziam parte do processo de uma ideia expandida de curadoria. Para Obrist o “interview project” é uma metodologia de investigação que lhe permite manter-se “estudante”. A sua esperança é que a empatia criada entre entrevistador e entrevistado se amplie e contribua para a empatia no planeta. É uma questão de conexão com as pessoas.[2]

OBJETIVO

Produzir um espaço participativo intergeracional de aproximação à arte e de diálogo através de um sistema dinâmico de entrevistas. Os resultados em suporte digital e de acessibilidade remota serão uma ostra da diversidade de interrogações que têm como resposta diferentes sensibilidades, projetos e desafios.

DESCRIÇÃO

No âmbito das tendências contemporâneas de mediação cultural e de desenvolvimento de experiências que combinam, a diferentes escalas várias disciplinas (designadamente a arte), sociedade, território e competências sociais, CO-LABORAR| ENTREVISTAS – COMUNICAR PROFISSÕES e PROFISSIONAIS é uma prática colaborativa da plataforma [Portugal entre Patrimónios] onde se propõe a realização de entrevistas que respondam à curiosidade dos entrevistadores.

A intenção é que a recolha de testemunhos de profissionais (no ativo ou não), músicos, bailarinos, escritores, atores, pintores, escultores, artesãos, fotógrafos, produtores, curadores, agentes culturais,… dê a conhecer um pouco do mundo dos entrevistados – percurso, projetos e desafios. A curiosidade é o motor das entrevistas[3]

Pretende-se que os entrevistadores e os entrevistados sejam de gerações distintas.

As entrevistas devem ser filmadas para a sua possível divulgação nas plataformas disponíveis para o efeito, através do website www.portugalentrepatrimonios.gov.pt

O vídeo de cada entrevista não deverá exceder os 30 minutos.

Os materiais para divulgação devem ter autorização dos respetivos intervenientes.

A inserção das entrevistas nas plataformas está sujeita aos critérios editoriais do MNAC.

Datas limite: 1ª fase de apresentação do projeto até fevereiro 2020, a 2ª fase de entrega da reportagem até 5 de abril de 2020.

DESTINATÁRIOS

Comunidades (tanto de artistas como de não-artistas) ou entidades que pertençam, ou não, à rede [Portugal entre Patrimónios] e que considerem ter as condições necessárias ao desenvolvimento do projeto.

Contacto: lsaldanha@mnac.dgpc.pt

Dinamizadores: MNAC +CMLoulé

CO-LABORAR | PROJETOS EXPOSITIVOS

CONCEITO

“Co-laborar” é inventar, “fazer com” o outro. No “fazer com” não há distâncias ou isenção, mas sobretudo a mobilização das dimensões afetiva, cognitiva, háptica (tátil) e criativa, num encontro que pressupõe reconhecimento e valorização mútua.[4]

“Co-Laborar” situa-se no âmbito das tendências contemporâneas de mediação cultural e de desenvolvimento de experiências que combinam, a diferentes escalas várias disciplinas (designadamente a arte), sociedade, território e competências sociais. Podemos entender o projeto como uma prática colaborativa da plataforma [Portugal entre Patrimónios] onde se propõe um sistema dinâmico para pensar sobre um tema e desenvolver uma exposição com diretivas preestabelecidas, através de uma cultura de recombinação em rede.

OBJETIVO

Produzir um espaço participativo de aproximação à arte através de um sistema dinâmico de exposições com regras preestabelecidas centradas sobre um tema.

As várias interpretações desse tema, em diferentes locais e utilizando suportes e técnicas distintas possibilitarão um conjunto de resultados diversificados, de natureza material, imaterial ou digital, e com acessibilidade local ou remota. O mapeamento destes resultados evidenciará uma diversidade de interpretação e sensibilidades passíveis de confronto.

DESTINATÁRIOS

Comunidades (tanto de artistas como de não-artistas) ou entidades que pertençam, ou não, à rede [Portugal entre Patrimónios] e que considerem ter as condições necessárias ao desenvolvimento do projeto.

TEMA

“TODOS NÓS NASCEMOS ORIGINAIS E MORREMOS CÓPIA”

A frase é atribuída a Carl Gustav Jung, psiquiatra e psicoterapeuta suíço fundador da psicologia analítica e criador de alguns dos mais conhecidos conceitos na área da psicologia. O seu trabalho abrange, entre outros, os campos da psiquiatria, da religião, da filosofia, da arqueologia, da antropologia e da literatura.

CONTEXTUALIZAÇÃO TEMÁTICA

O ser humano é totalmente cultural. Todos os nossos atos são totalmente culturalizados na circunstância efémera de sermos humanos – nascemos, comemos, falamos, socializamos, pensamos, conhecemos, lemos, trabalhamos, cantamos, dançamos, morremos, …

Afirmamo-nos pela nossa capacidade de reconhecimento e de relação e pela nossa capacidade de projetar. A procura de eficácia instrumental leva-nos a práticas culturais distintas. A arte é uma delas, porque o homem pode sobretudo criar.

DIRETIVAS DO PROJETO

  1. O título da exposição corresponde ao tema. Poderá ter subtítulo.
  2. Cada exposição deve focalizar-se e refletir sobre o tema proposto. O que se pretende é que cada entidade e/ou comunidade consiga criar a sua própria exposição com os recursos que tiver disponíveis.
  3. A exposição deve ser concebida pela entidade e/ou a comunidade em que se insere. A plataforma [Portugal entre Patrimónios] não terá qualquer interferência nesta.
  4. Os elementos expositivos e a exposição podem ser de natureza material, imaterial ou digital e de acessibilidade local ou remota.
  5. Os elementos que compõem a exposição podem ser existentes ou ser criados para esse efeito, sendo possível utilizar qualquer tipo de técnica.
  6. O início de cada exposição será em data a definir pela respetiva entidade promotora entre Março de 2019 e Maio de 2020. A duração de cada exposição é determinada pela entidade promotora.
  7. A exposição deve ser fotografada ou filmada e devidamente caracterizada para uma possível divulgação nas plataformas disponíveis para esse efeito. Os vídeos não devem exceder os 15 minutos.
  8. Os materiais para divulgação da exposição devem ter autorização dos respetivos intervenientes.
  9. A inserção dos conteúdos da exposição nas plataformas está sujeita aos critérios editoriais do MNAC.
  10. Datas limite: 1ª fase de apresentação do projeto até fevereiro 2020; 2ª fase de reportagem até 15 de abril de 2020.

Contacto: lsaldanha@mnac.dgpc.pt

Dinamizadores: MNAC (Lúcia Saldanha) + EMERGE (Daniela Ambrósio)

WORLD CAFÉS [Portugal entre Patrimónios]
ciclos de discussão centrados numa pergunta

CONCEITO

“Co-Laborar” é inventar, “fazer com” os outros. No “fazer com” não há distâncias ou isenção, sobretudo a mobilização das dimensões afetiva, cognitiva, háptica (tátil) e criativa, num encontro que pressupõe diálogo, reconhecimento e valorização mútua.[5]

OBJETIVO

Produzir um espaço de aproximação intergeracional ao património cultural, com recurso a diálogos colaborativos através da aprendizagem, da experiência e da diversão.

DESCRIÇÃO

“Co-Laborar” situa-se dentro das tendências contemporâneas de mediação cultural e de desenvolvimento de experiências que combinam, a diferentes escalas, várias disciplinas, (designadamente a arte), sociedade, território e competências sociais. Entendemos este projeto como uma prática dinâmica para pensar em grupo através de uma metodologia de livre acesso universal, denominada World Cafés.

Este processo favorece e incentiva o relacionamento criativo, criando redes que aproveitam e integram os contributos da inteligência individual e coletiva para responder a questões relevantes para as comunidades. O World Cafés privilegia a visão sistémica, usufruindo do método utilizado, de transversalidade e colaboração. Ao convidar as pessoas para conversas informais, como se estivessem numa mesa de café, estimula a criatividade, explora temas importantes para o grupo e cria espaço para que a inteligência coletiva possa emergir.

O World Cafés funciona com objetivos, com diretrizes específicas, com regras de participação e sujeito a questões muito claras no âmbito de uma temática definida a explorar.

DESTINATÁRIOS

Grupos e comunidades (tanto de artistas como de não-artistas) ou entidades que integrem, ou não, a rede [Portugal entre Patrimónios] e que considerem ter as condições necessárias à organização e ao desenvolvimento do projeto. Premissa básica do World Cafés é que todos tenham qualquer tipo de conhecimento para compartilhar. Cada um traz consigo as suas histórias, perspetivas, ideias e saberes.

DIRETRIZES

Ter um móbil claro para a reunião. Preparar um espaço recetivo e acolhedor. Reunir um conjunto de três questões relevantes e significativas para os participantes. Estimular as contribuições de todos. Relacionar as diferentes perspetivas. No final sumariar as conclusões e avaliar os resultados.

REGRAS DE PARTICIPAÇÃO

  1. Fazer um convite breve, claro e preciso para o World Cafés, indicando a data, horário, o local e qual o tema geral da conversa (não as perguntas em si).
  2. Convidar um grupo mínimo de 9 pessoas em grupos de 3, 4 ou 5 pessoas por mesa, dependendo do total de participantes.
  3. As perguntas devem ser colocadas com clareza e rigor, de forma a estimularem o envolvimento dos participantes. As perguntas poderão começar por “O que” “Como” ou “Qual”.
  4. Receber os participantes, dar-lhes as boas-vindas, ter as mesas preparadas com materiais para escrita e desenho. Cada mesa deverá ter, se possível, um quadro para tomar notas e desenhar esquemas.
  5. Duração máxima de 1h30, com 3 ciclos de discussão, cada um centrado numa pergunta.
  6. Cada mesa terá um moderador fixo. Os outros participantes circulam livremente entre mesas.
  7. O moderador informa os novos participantes na mesa sobre os principais tópicos e contributos da discussão anterior, pelo que é essencial o preenchimento do quadro já referido com esta informação.
  8. Todas as pessoas (para além do moderador) são incentivadas a escrever, desenhar e sumarizar as respetivas ideias no quadro ou nos diferentes suportes de escrita, no decorrer das conversas.
  9. A primeira pergunta é apresentada a todos os participantes e a discissão concretiza-se em pequenos grupos. A duração de cada ciclo é em média de 20 a 30 minutos.
  10. Ao finalizar o primeiro ciclo, o moderador permanece na mesa e os demais participantes são convidados a mudar aleatoriamente de mesa, num processo de interação.
  11. Terminado o segundo ciclo, repete-se o processo.
  12. Na medida em que os participantes trocaram de mesa, a distância entre eles diminuiu, conheceram-se, e o cruzamento criou redes de interação. Potenciou um ambiente de proximidade (nas mesas/subgrupos) e o envolvimento cresceu através das relações entre perspectivas distintas (em todo o grupo).
  13. No final dos três ciclos de discussão/debate sobre o tema definido, reúnem-se todos os participantes, geralmente dispostos num formato circular. O promotor do World Cafés faz a súmula das principais ideias que emergiram nos diferentes ciclos e mesas sobre o tema.

ESCOLHA DOS TEMAS

O World Cafés funciona muito melhor com grupos em que as pessoas estejam verdadeiramente interessadas nos assuntos a debater. Assim, na escolha do tema e na formulação das perguntas, os organizadores devem respeitar as motivações da comunidade de acolhimento da iniciativa.

CONTEXTUALIZAÇÃO TEMÁTICA

Tópicos relevantes como a ATENÇÃO, a GEOGRAFIA, a UTOPIA, a CRIAÇÃO, a ARTE, a COLABORAÇÃO, a GOVERNAÇÃO, a SUSTENTABILIDADE, a MUDANÇA. o MARKETING SOCIAL e o PATRIMÓNIO INTERGERACIONAL (entre outros) podem suscitar uma infinidade de temas atuais passíveis de serem debatidos através do enunciado de três perguntas.

Propõem-se cinco tópicos de enquadramento no âmbito da escolha temática:

  1. A cada geração cabe formular perguntas, obter respostas e escrever a História. O património cultural resulta sempre de uma seleção ou de uma escolha.
  2. Todos os fenómenos atuais sofrem efeitos controversos determinados pela mundialização, pela desagregação da sociedade, pelas novas tecnologias da comunicação, pela alteração dos costumes, pelo consumo em massa e pelo desejo de afirmação do indivíduo.
  3. Estes fenómenos transformam as pessoas, as suas condições de vida, a capacidade e o modo de criação e de produção. Eles reformulam, as opções, as normas, os comportamentos, as tradições, as instituições e as identidades nas sociedades atuais. [6]
  4. O património cultural, as indústrias culturais e as artes cénicas têm como característica comum o seu significado como criação artística, sinal de uma identidade coletiva[7].
  5. Quando se fala de cultura, está-se a falar de pessoas e na sua capacidade de projetar, de criar, na sua relação com o quotidiano.

Contacto: : lsaldanha@mnac.dgpc.pt

Dinamizadores: MNAC + CEJTM


[1] https://portalseer.ufba.br/index.php/revteatro/article/viewFile/20616/13242

[2] Hans Ulrich Obrist «A esperança de ser um contributo para a empatia no planeta», entrevista de Luís Santiago Baptista e Paula Melâneo, arqa Novembro|Dezembro 2011

[3] Idem

[4] https://portalseer.ufba.br/index.php/revteatro/article/viewFile/20616/13242

[5] https://portalseer.ufba.br/index.php/revteatro/article/viewFile/20616/13242

[6] Saldanha, L. (2015). “ O PROJETO Desenvolvimento| Comunicação | Cultura”. Caleidoscópio, Lisboa.

[7] Prieto, L. (2001). “Economia del Patrimonio Histórico”. Revista ICE, nº 792, pp. 151- 167.